27 de out de 2014

O glúten e a doença celíaca

Foto: ISTOCKPHOTO
A doença celíaca (DC) é caracterizada por uma intolerância permanente ao glúten, na qual ocorre atrofia total ou subtotal da mucosa do intestino delgado proximal e consequente má absorção de nutrientes em indivíduos geneticamente suscetíveis. Para ocorrer a manifestação da DC, além do uso do glúten na dieta, é necessária a presença de outros fatores como genéticos, imunológicos e ambientais.

Para se realizar o diagnóstico são utilizados marcadores séricos específicos (anticorpos antigliadina, antiendomísio e antitransglutaminase), a biópsia e o exame clínico. Os testes de anticorpos são úteis como ferramenta de triagem em indivíduos assintomáticos com maior risco de desenvolver a DC  (parentes de primeiro grau e pacientes com doenças autoimunes).  

A DC está associada com doenças extra intestinais. Há uma grande relação de enfermidades  autoimunes, dermatológicas, respiratórias, distúrbios neurológicos e endócrinos. Dentre elas podemos destacar diabetes tipo 1, tiroidite, Síndrome de Sjogren, artrite, ataxia, depressão, epilepsia, neuropatia e dermatite herpetiforme.

O tratamento da doença celíaca se dá com a retirada total de glúten da dieta e verificam-se melhoras no quadro clínico da própria doença e nos sintomas das associadas. Pacientes não diagnosticados, muitas vezes, passam anos buscando ajuda para queixas extra intestinais que podem ser provocadas pela doença celíaca. O diagnóstico precoce é desejável, uma vez que muitos desses sintomas podem desaparecer após o início de uma dieta livre de glúten.

A fração proteica gliadina, que compõe o glúten, é a responsável pelas manifestações de doença celíaca. O glúten não está presente só no trigo (gliadina), mas também na aveia (avenina), no centeio (secalina) e na cevada (hordeína). A Avenina é um caso muito discutido e controverso, pois estudos demonstraram que a maioria dos pacientes com DC a toleram. Porém os produtos de aveias comercializadas podem ser contaminados com trigo ou centeio, compostos potencialmente alergenicos.


Os pacientes costumeiramente ficam desorientados com o diagnóstico da doença, pois sentem dificuldade em fazer a substituição dos alimentos com glúten. Por esse motivo, é muito importante procurar uma nutricionista para auxiliar na dieta. A profissional de saúde poderá orientar o consumo de produtos como farinha de milho/arroz/mandioca/coco, polvilho (tapioca) e o próprio pão sem glúten.

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Texto desenvolvido por Mariana Frank, graduada pelo Centro Universitário São Camilo e Pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional, membro da Diretoria do Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional (IBNF), da equipe de Flavia Araujo (Fuca), nutricionista esportiva, graduada pela Universidade Anhembi Morumbi, atleta competitiva há 10 anos. Nutricionista de atletas amadores, profissionais e olímpicos, faz parte da CBDA (Confereração Brasileira Deportos Esportivos).


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