26 de nov de 2012

Inflamação na canela é comum em esportistas


Foto: cszar Foter CC BY-NC-ND

Chamada de canelite, a síndrome da tensão tibial medial é comum nos praticantes de corrida que estão começando ou exageram nos treinos.

Você está fazendo aquele longão ou participando de uma prova que sonhou há tempos, quando sente a sua canela doer, como se não pudesse pisar no chão. Popularmente conhecida como canelite, a síndrome da tensão tibial medial (STTM) é comum nas pessoas que praticam corrida, principalmente nos iniciantes que ainda não se adaptaram às atividades, ou que exageram no ritmo e na intensidade dos treinamentos.

O que é?

A STTM é definida como dor e desconforto na perna, causada pela corrida praticada de forma repetitiva numa superfície dura ou por uso excessivo dos flexores do pé. É a inflamação do principal osso da canela, a tíbia, que leva a dor na região póstero – medial da perna dos dois terços distais da tíbia. Condição também conhecida como síndrome do sóleo.

Causas:

  • Alterações biomecânicas;
  • Aumentos súbitos na intensidade do treinamento e duração;
  • Alterações no calçado e superfície de treinamento;
  • Lesões de partes moles;
  • Falta de alongamento;
  • Anormalidades na inserção muscular.

Como evitar?

A prevenção é a chave do sucesso de um praticante de atividade física:

  • Caminhar por pelo menos cinco minutos antes de iniciar a corrida, para aquecer o corpo;
  • Seguir o planejamento dos treinamentos, com atividades de preparo físico, alongamento, fortalecimento muscular, equilíbrio muscular e postura;
  • Usar um tênis de corrida adequado à pisada e à forma do pé;
  • Ter uma alimentação equilibrada, pois a deficiência de certos nutrientes pode acelerar a perda óssea;
  • Respeitar os períodos de descanso para a recuperação do corpo;
  • Evitar aumentos bruscos na intensidade e duração dos treinos;
  • Ter cuidado com o ‘overtraining’, pois o excesso de treino é lesivo ao corpo.

Após a realização de alguns exames complementares, dá para constatar o nível da lesão. Na ressonância magnética, pode ser evidenciado um edema periosteal, indicando a periostite de tração. A cintilografia óssea pode mostrar lesões longas longitudinais chegando a um terço do comprimento do osso.

A maioria das síndromes é de tratamento conservador. Faz-se necessário repouso relativo de dois a quatro meses, mantendo o condicionamento físico com atividades sem impacto e indolores como bicicleta e natação.

A indicação cirúrgica só ocorre após dois períodos de repouso e do retorno às atividades com a repetição dos sintomas.

Palavra da Especialista

"A dor é aliviada com repouso e piora com a atividade física. Pode haver dor com a elevação dos dedos do pé ou pela flexão plantar resistida e, com isso, acaba resultando na queda do desempenho ou na limitação do atleta. Nos casos leves, só a diminuição da intensidade e duração do treino já ajuda, mas não é o que ocorre com a maioria, que muitas vezes tem que parar. Muitos não sabem tratar a doença direito. Depois que as dores passam, faço as correções posturais, de pisada e equilíbrio muscular, essa é a chave do tratamento" - Ana Paula Simões, ortopedista especialista em medicina de pé e tornozelo.
Ótimos Treinos!
Equipe Fast Runner
Por Fast Runner
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