9 de jan de 2014

'Shakes' industrializados não devem substituir as refeições principais


Foto: divulgação/ shake

As misturas de baixa caloria são alternativas práticas para os lanches intermediários, mas não devem ocupar o lugar do almoço ou do jantar.


O excesso de peso é um problema de saúde pública na nossa população. Seguir um programa alimentar requer organização e preocupação com a qualidade e quantidade dos alimentos. O “corre corre” do dia a dia e a ansiedade em perder peso rapidamente levam algumas pessoas a optarem pela utilização de "shakes" como substitutos das grandes refeições (almoço ou jantar).

Estes produtos possuem um valor energético em torno de 200 calorias, adicionados de leite, ricos normalmente em carboidratos e proteínas e isentos em gorduras. Entretanto, não possuem quantidades adequadas de nutrientes (carboidratos, proteínas, lipídeos, vitaminas e minerais) e são pobres em fibras. O valor calórico também não equivale a uma refeição, não irá garantir energia necessária para a prática esportiva, acarretando diminuição da performance.

No que diz respeito à saciedade, bebidas líquidas têm rápido esvaziamento gástrico, fácil digestão e pouco efeito na saciedade.  Os alimentos sólidos e salgados promovem maior saciedade do que alimentos doces e líquidos. Alimentos sólidos precisam ser mastigados/ triturados, na boca ocorre a primeira etapa da digestão.

Os "shakes" podem ser usados como lanches intermediários, entre as grandes refeições. Podem ser feitos shakes caseiros ou os industrializados para otimizar o tempo.

Exemplos:

- Whey protein (2 colh de sopa) + morango 12 unid + Farinha de linhaça (1 colh de sopa) + 250 ml de água
- Iogurte (200 ml) + Aveia (1 colh sopa) + Banana (1 unidade)
- Leite de soja ou de arroz ou semi desnatado(200ml) + salada de frutas (4 colh de sopa) + Chia (1 colh de sopa).

As dietas muito restritivas têm baixa adesão e alto grau de abandono, em geral os pacientes não conseguem segui-las por longo prazo, não reeducam o indivíduo e não desenvolvem hábitos nutricionais saudáveis.

A melhor estratégia é a individualização do programa alimentar, motivação, acompanhamento regular (exemplo: encontro a cada 14 dias com Nutricionista), respeitar preferências e aversões e a história clínica do indivíduo.

Fonte: Globo Esporte | Cristiane Perroni é nutricionista frmada pela UFRJ e
pós graduada em obesidade e emagrecimento.
Bons treinos e ótima alimentaçao!
Equipe Fast Runner
Por Fast Runner

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