17 de out de 2012

O perigo mora em casa

O doping pode estar na sua na caixa de remédios
A Agência Mundial Antidoping (WADA) tem uma lista imensa de substâncias proibidas. Algumas delas estão diretamente ligadas à melhora do desempenho esportivo, enquanto outras agem para mascarar as substâncias que poderiam ser flagradas. Sabe como é, em decorrência da evolução da química, na área médica, os atletas tendem a usar substâncias mais sofisticadas e que não têm ainda um controle estabelecido, como certos hormônios, por exemplo. Só que o doping não é somente algo complexo, elaborado por laboratórios ou grandes sistemas. Pode estar na sua própria farmácia caseira. Ele pode te pegar naquela dor de cabeça, na gripe mais forte, no olho irritadiço...

“Não é nada incomum o atleta se automedicar e incorrer em uso de substância dopante”, confirma Roberto Nahon, médico do Comitê Olímpico Brasileiro, referindo-se aos medicamentos usados para combater dores de cabeça comuns ou o mal-estar da gripe edo resfriado, mas que, por conterem substâncias estimulantes, também entraram no rol de proibições da Wada.

Pois é, o doping pode estar ao seu lado. Por isso, atletas de alto rendimento devem informar ao seu médico pessoal ou treinador sobre o consumo de quaisquer medicamentos, de forma a evitar possíveis punições. Confira o que você pode e o que não pode ter em sua caixinha de remédios:

Não pode!
Neosaldina: Um dos medicamentos mais utilizados para a dor de cabeça contém isometepteno em sua fórmula, que é um estimulante.
Opção sem doping: ácido acetilsalicílico (aspirina).

Allegra D e Claritin D: Remédios usados no alívio dos sintomas do processo de congestionamento das vias aéreas superiores (espirros, coriza, obstrução nasal). Esses medicamentos contêm o estimulante pseudoefedrina.
Opção sem doping: Loratidina (Clistin).

Prednisona: Essa substância é um corticosteroide (proibido pela Wada), usado em remédios para alergias em geral (rinite, sinusite, asma, entre outros).
Opção sem doping: Aerojet (para o caso de asma, mas as autoridades médicas devem ser alertadas e seu uso deve ter o aval de um médico), Loratidina (rinite) e Amoxicilina (sinusite).

Para alguns, pode!
Existem algumas substâncias que são terminantemente proibidas pela Agência Mundial Antidoping, mas alguns atletas, portadores de doenças crônicas, podem obter uma autorização especial para usá-las, após a devida análise do diagnóstico médico. Para isso, como no caso da asma acima, ele precisa ter a Isenção para Uso Terapêutico. Confira algumas dessas exceções:

Diabéticos: Podem continuar usando a insulina, embora essa substância seja um hormônio proibido para os demais atletas, por ser anabólico no homem.

Asma: Atletas asmáticos, desde que devidamente autorizados, não precisam interromper o uso de salbutamol, formoterol e salmeterol em seu tratamento. Essas três substâncias aparecem como permitidas para esse tipo de finalidade. Porém, existe uma quantidade limite estipulada pelas autoridades. Passou da dose máxima, deixa de ser uso terapêutico para ser considerado doping.

Pode, mas nunca nas provas!
Hipertensão: Atletas hipertensos não precisam abrir mão de seus medicamentos, desde que fiquem atentos às regras da entidade antidoping. O uso de betabloqueadores, por exemplo, é permitido no ciclismo e no triathlon, embora seja proibido em alguns esportes (como tiro, automobilismo e golfe). Já o consumo de diuréticos (necessário no tratamento de alguns casos de hipertensão arterial) não é tolerado nessas modalidades, porque podem mascarar o uso de substâncias dopantes.

E não é que pode?
Os termogênicos, utilizados por muitos atletas com a intenção de acelerar o metabolismo e assim garantir perda de peso, são permitidos durante o período de treinamento. Já durante as competições entram para o rol das substâncias proibidas. “Eles são de rápida metabolização no organismo. Entre 24 e 72 horas já não aparecem mais nos exames. Ainda assim, não costumo indicar aos meus atletas”, explica Gustavo Magliocca, médico da Run & Care e do P.R.O. 16. Por sua vez, o dr. Roberto Nahon alerta que, apesar de não estarem na lista da Wada, os termogênicos não são recomendados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), por conta de seus efeitos colaterais.

Pode e faz sucesso!
O Sildenafil, conhecido comercialmente como Viagra, não está na lista das substâncias proibidas. Curiosamente, foi o medicamento mais utilizado durante os Jogos Olímpicos de Pequim (embora não haja números oficiais), porque se acreditava que o comprimido azul dilatava os vasos do pulmão, auxiliando na respiração, que na capital chinesa estava prejudicada pelos altos índices de poluição do ar. De acordo com o dr. Gustavo Magliocca, essa vasodilatação não foi comprovada em forma de performance, por isso o remédio não está na lista negra. “O único risco é o de praticar atividade física com priapismo (ereção prolongada)”, brinca o médico.

Fonte:
(Matéria publicada na edição 78, março 2012, da VO2)
Por Fast Runner
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