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22 de out. de 2010

4 de out. de 2010

A história da Campagnolo

A história da Campagnolo começa em 1901, quando Tullio Campagnolo nasceu em uma modesta família operária, em Vicenza, Itália. O pai de Tullio era proprietário de uma loja de ferragem e foi lá que ele adquiriu a habilidade mecânica que levaria a vários dos maiores desenvolvimentos da história do ciclismo.


Foi também durante esses anos iniciais que Tullio descobriu o ciclismo - um esporte no qual ele teve algum sucesso como amador, competindo em vários eventos importantes, incluindo Milão - San Remo, Volta da Lombardia e as preliminares das jogos Olímpicos.

Foi durante uma das competições, como amador, que Tullio deparou-se com um problema que acontecia freqüentemente com os ciclistas daquela época - remover a roda. Em 11 de Novembro de 1927, com a neve encobrindo as estradas das montanhas Dolomíticas italianas, Tullio estava atravessando o passo Croce D'Aune, na corrida Gran Premio della Vittoria, e precisou remover a roda traseira para mudar a marcha. Devido a grande porca borboleta que mantinha a roda no lugar ter congelado e suas mãos estarem muito geladas para poder folga-las, ele não foi capaz de remover a roda para fazer a mudança de marcha, perdendo sua chance de vitória naquele dia.

Enquanto lutava para remover a roda ele resmungou, para si próprio, cinco palavras que mudaram a história do ciclismo: "Bisogno cambiá qualcossa de drio!"

Essas palavras ("Alguma coisa tem que mudar na traseira!") e aquele simples acontecimento levaram Tullio a pensar. Ele retornou à sua oficina e apareceu com a invenção do a alavanca de fecho-rápido e, pouco tempo depois, o primeiro passador, tipo "derailleur" ("descarrilhador").

O fecho-rápido foi apenas a primeira de uma longa série de inovações que saiu da oficina Campagnolo. De fato, foi dessa humilde fabrica de Vicenza que a idéia inicial do "derailleur" surgiu. Você não consegue imaginar como era pedalar antes do moderno câmbio "Ergo"?

Vejamos então:

Nos velhos bons tempos, quando os estágios da Tour de France tinham mais de 450 Km de distância, os ciclistas subiam os passos nas montanhas em estradas mal pavimentadas, não havia cambio com passador! Naqueles dias, as bicicletas tinham um ou dois pinhões na roda traseira. Essas bicicletas de duas marchas tinham um pinhão de cada lado do cubo traseiro.

Para mudar a marcha, o ciclista tinha que desmontar, remover a roda traseira, inverter os lados, reinstalar tudo e apertar, remontar na bicicleta e continuar.

Uma das medidas da habilidade de um ciclista era a rapidez com que ele (ou, raramente, ela) podia fazer isso tudo.

Campagnolo viu o potencial de um sistema de cambio diferente. Em 1930 ele introduziu o primeiro cubo com fecho-rápido, respondendo ao desafio que ele fez a si próprio três anos antes. Em 1933, ele introduziu o primeiro passador (derailleur) do mundo. Ele continuou trabalhando no projeto, e em 1940 ele inventou o passador "Cambio Corsa" de haste dupla. O "Cambio Corsa" foi seguido pelo cambio "Roubaix", que combinava o fecho-rápido e passador numa única alavanca. A mudança era arcaica pelos padrões atuais, mas era equivalente ao cambio "Ergo" na sua época, e marcou a primeira vez que um ciclista podia fazer, verdadeiramente, mudança de marcha em movimento. Era assim que funcionava: o passador "Cambio Corsa" consistia de duas alavancas e hastes, fixada no lado direito do garfo traseiro. Uma das alavancas atuava no fecho-rápido da roda traseira, a outra movimentava um dispositivo tipo garfo que movia a corrente de um lado para o outro. Não havia polias ou outro mecanismo esticador da corrente. As gancheiras traseiras eram horizontais e um pouco mais longas do que são hoje em dia, dessa forma a "folga" na corrente era corrigida permitindo que a roda se movimentasse para frente e para trás.

Para fazer a mudança de marcha, o ciclista primeiro folgava o fecho-rápido da roda traseira (lembre que isso era feito enquanto pedalava!) Então, a outra alavanca era girada para mudar a corrente de um pinhão para o outro - enquanto a corrente se movia a roda traseira se movimentava para a frente (quando a mudança era para o pinhão maior) ou para trás (quando a mudança era para o pinhão menor). Quando a mudança era realizada o fecho-rápido era reapertado.

O grande campeão Gino Bartali era um mestre da alavanca de cambio.

O cambio "Roubaix" é muito mais raro hoje do que o "Cambio Corsa", porque o modelo "Gran Sport" foi introduzido pouco tempo depois, fazendo com que seu período de produção fosse muito curto.

O passador rudimentar da Campagnolo revolucionou o ciclismo. Mas foi apenas um de uma longa linha de inovações técnicas.

Depois da Segunda guerra, muitos dos melhores ciclistas do mundo - incluindo Fausto Coppi (Il Campionissimo) e Gino Bartali - começaram a usar equipamentos Campagnolo.
Coppi pedalou muito à frente do pelotão "a bordo" de uma bicicleta equipada com "Campy", na Tour de France de 1949.

Coppi usou o primeiro passador de haste da Campagnolo na corrida Paris-Roubaix de 1945, e depois usou os componentes de Tullio para vencer a Paris-Roubaix de 1950.
O próximo projeto de passador de Tullio parecia muito similar com os que seriam usados nas próximas décadas. Ele deu início à longa linha de inovações que levaria diretamente ao cambio "Ergo" e ao grupo "Record"!

O surgimento da Campagnolo como o fabricante definitivo de componentes foi devido, em grande parte, à própria pessoa de Tullio e ao seu conceito de fazer uma ligação entre o produtor e o usuário final. Prenunciando a P&D (Pesquisa & Desenvolvimento) das companhias de hoje, Tullio começou seguindo as competições pessoalmente, ouvindo sugestões dos ciclistas e modificando os produtos para atender às necessidades deles.

Adaptado de oocities.


Veja também:




11 de ago. de 2010

GRUPO CAMPAGNOLO SUPER RECORD 11

O Super Record com seu sistema de 11 velocidades desbancou a concorrência, fabricado praticamente todo em fibra de carbono.

- Trocadores.

- Câmbio traseiro.: Alumínio com carbono; Rolamento de cerâmica; Parafusos em titânio.

- Câmbio Dianteiro: Alumínio e carbono; Fácil instalação (tecnologia Even-OT); Compatível com pedivela compacto (CT) ou standard (ST); Corpo com geometria M-braceT; Tratamento anti-fricção; Inner Plate com geometria Z-shapeT.

- Pedivela: 11velocidades; Rolamento de cerâmica; Geometria específica para corrente de 11v.; Coroas e parafusos em alumínio; Sistema Ultra-TorqueT.

- Corrente.

- Cassete12-25 dentes: Dentes redesenhados; 05 coroas de aço com acabamento nickel-cromado e 06 coroas de titânio; Tampa para travamento em alumínio.

- Freios Campagnolo Super Record: Material: Alumínio com componentes em titânio; Suporte de sapata de freio com ajuste de altura (40/50mm) e ajuste orbital; Estrutura tipo esqueleto.

- Movimento central.


Mais informações desta inovação Campagnolo no Link:> http://www.fastrunner.com.br/ch/vit_c/2/2-triathlon--ciclismo.aspx

28 de jul. de 2010

Meu Inferno do Norte

por Hebert Wagner Polizio,

Como o assunto aqui é sempre sobre quadros ou bikes completas, resolvi analisar uma parte desse todo, até poderia tomar como premissa a afirmação de um amigo e treinador que considero muito: “A base de uma bike é um bom quadro, um bom pedivela e uma ótima roda”.

Resolvi me ater nessa coluna ao item rodas, elas de uns tempos para cá adquiriram um viés quase sempre calçado no trinômio Aerodinâmica, Rigidez e Peso.

Dentre os melhores fabricantes de rodas de hoje e nesse grupo devido a minha paixão emocional posso citar: Campagnolo, Fulcr
um, Mavic, Lightweight e
Zipp, vemos uma tendência quase que unânime, de buscar
as qualidades citadas acima; essa busca foi gerada por uma demanda de mercado sempre orientada para anseios “racing’s”, mas se esqueceram que existem ciclistas que pedalam orientados para outros propósitos.

As rodas também sempre despertaram cobiça porque em grande parte das vezes é um item de fácil percepção do retorno do investimento, além de ser de uma beleza plástica.

Hoje sinto falta das minhas velhas e boas rodas de 36 e 32 furos, com raios cruzados por 3 para rodar em alguma estrada não muito especial.

Vocês já repararam a incidência exatamente dessas rodas com enraiação tradicional e perfil baixo, quase sempre montadas à mão em provas como Paris-Roubaix ou Tour de Flandres? Elas estão lá pela maior resistência e conforto que conseguem gerar sobre os pavês (aqui podemos citar a marca italiana Ambrosio que coleciona inúmeras vitórias nessas duas provas, sendo a ultima com Tom Boonen na Paris-Roubaix 2009).

Com saudades desse tipo de roda que
possui certo
ar vintage, acionei meus contatos para meu mais recente projeto: Montar um par de rodas para
“curtir buracos”; mandei vir do exterior aros Mavic Open Pro, cubos Campagnolo Rec
ord e raios DT Swiss 2.0, como detalhes usei nipples dourados para um acabamento ainda mais primoroso; só me faltava provar sua eficiência sobre um pavê tupiniquim (a dificuldade de achar esse tipo de peça aqui é muito grande, dado seu baixo apelo comercial).

Como gosto de comparar levei para esse meu pedal 3 pares de rodas: minhas rodas montadas a mão, uma Campagnolo Neutron Ultra e uma roda Ritchey tubular de carbono com perfil alto (às vezes acho que essa minha “firula” toda de fazer essas comparações e analises acaba sendo uma mera desculpa para perder tempo com o trabalho que tudo isso dá e acabar efetivamente pedalando muito pouco..rsss!!! – dentro em breve irei analisar menos e pedalar mais!!!).
Acabei comparando vertentes comerciais pelas quais os fabricantes de rodas passaram; a Neutron foi concebida para subidas, tem perfil bem baixo e raios posicionados radialmente (sem sobreposição) já a Ritchey possui raios cruzados para maior rigidez e um perfil de quase 4 cm em um aro de carbono com predisposição mais aerodinâmica e a vantagem da alta calibragem do pneu tubular.


Usando as rodas clássicas posso afirmar que sofremos a mesma evolução pelo qual passaram os quadros, a rigidez foi aumentada de forma quase que exponencial.


A aerodinâmica é conseguida via um perfil mais alto do aro dando uma melhor manutenção da velocidade via seu melhor coeficiente de penetração, já à rigidez usa da qualidade de tensionamento dos raios para atingir a excelente falta de flexibilidade lateral quando se pedala fora do selim ou em sprint’s; mas minhas rodas vintage’s são superiores apenas em 1 único ponto: O Conforto, mas ainda assim sou louco por elas!

Será que eu estou fora de propósito ou nasci e treino sobre o asfalto da maior filial sul-americana da Rainha das Clássicas??? “Meu inferno não é só no norte!!!”


Hebert Wagner Polizio é responsável comercial do Grupo http://www.fastrunner.com.br, colunista da Revista VO2, colecionador e alucinado por bicicletas clássicas.